sábado, 25 de abril de 2009




Areia e Pedras

Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.Todos disseram que sim. Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras. Tornou a perguntar se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante. Olhando calmamente para as crianças o professor disse:- Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês.As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida. Os pedregulhos, são as outras coisas que importam:como o emprego, a casa,um carro…A areia, representa o resto: as coisas pequenas…Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro, e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos…O mesmo vale para suas vidas. Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!

Terapia do Elogio

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios: não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram. A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando; amigos, etc.Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios.Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa..Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos,subordinados . Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona de casa valorizada, a mulher quese cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?Comece agora!

Do mundo virtual ao espiritual

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, daMongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos,recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, euobservava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de esperacheia de executivos com telefones celulares, preocupados,ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, jáhaviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aéreaoferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fezrefletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, eperguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula àtarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar,dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa demanhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé,de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garotarobotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenhoaula de meditação!'Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmenteequipados, mas emocionalmente infantilizados.Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960,seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessentaacademias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contramalhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação àmalhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha umacelulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Daespiritualidade? Da ociosidade amorosa?Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seuquarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio,sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou dequadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiososvirtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacionalda imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vailá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante datela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa ailusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Setomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa,comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, nãose chega! Quem cede, desenvolve de tal maneira o desejo, que acabaprecisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta aneurose.O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todoesse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim,pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental trêsrequisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência deestresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, noBrasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dosshoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedraisestilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é precisovestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se umasensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeirapelas calçadas...Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno,aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os váriosnichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo,acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista,sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagara crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Masse não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados namesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olharesespantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava dedescansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quandovendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenasobservando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"